quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Após uma noite

Sete e dois da manhã. Sábado. O sono me falta.

Tudo fica mais bonito olhando da cozinha. Na janela do prédio em frente, vi o reflexo do sol nascendo atrás de mim. Único, novo e bonito. Simples, mas bonito.

Faz frio. Estou tremendo.

Na televisão, banalidades de sempre. Queria outro momento, uma outra coisa. Não tão simples assim.

Agora quem me acompanha são alguns Dunhill's e uma garrafa de água. Talvez um whisky intragável seria a melhor companhia. Não me desce. Não consigo.

Nada melhor seria do que os braços de outrem, me segurando forte e delicadamente, me dando calma. Não tenho. Não por agora. Não por hoje.

Uma respiração tranquila tem me tirado o sono. Queria enteder por que.

Precisa deitar e dormir. Respirar tranquila também. Não consigo.

É estranho, assustador. Estou cansada e o sono não vem.

O sol que vi nascer já está bem mais alto. Vinte para as oito. Até mesmo agrupar as palavras no papel tem sido difícil nesse momento.

Preciso dormir. Vou tentar.